O CIP já havia alertado que a entrada da HCB, da EMOSE e dos CFM como accionistas da LAM aumentaria o risco fiscal para o Sector Empresarial do Estado (SEE). A aquisição de duas aeronaves Embraer 190 há mais de seis meses, que até hoje não chegaram a pisar solo moçambicano, constitui a materialização desse risco.
Refira-se que a HCB, a EMOSE e os CFM injectaram cerca de 80 milhões de dólares norte-americanos na LAM. Parte destes recursos terá sido supostamente usado para a aquisição das referidas aeronaves. Contudo, passados mais de seis meses, não existe qualquer evidência de que este investimento tenha sido feito.
Na prática, a LAM continua a funcionar como uma plataforma de contratação de serviços de terceiros – dependente do aluguer de aeronaves para assegurar suas operações. A entrada efectiva das Embraer 190 permitiria reduzir esta dependência e diminuir significativamente as despesas com alugueres.
É caso para questionar se a crise da LAM resulta apenas de incompetência na gestão ou se existem interesses privados que beneficiam da manutenção do actual modelo operacional da companhia, assente em aluguer de aeronaves.

Para mais leia em:
Centro de Integridade Pública (2025). Reestruturação do Sector Empresarial do Estado: A venda da LAM para outras empresas do Sector Empresarial do Estado pode agravar o risco fiscal do sector e reduzir a transparência na gestão dos recursos públicos. Disponível em` https://www.cipmoz.org/2025/02/11/restruturacao-do-sector-empresarial-do-estado-a-venda-da-lam-para-outras-empresas-do-sector-empresarial-do-estado-pode-agravar-o-risco-fiscal-do-sector-e-reduzir-a-transparencia-na-gestao-dos-recurso/




